Não é tanto a série Morangos com Açúcar que me chateia. Eu até vejo alguns episódios quando não tenho mais nada para fazer. O que me chateia a sério é a fixação dos mais novos pelas personagens. Uns querem ser uns rebeldes como o Manel, da série; outras querem ser as Pop Stars para estarem na moda, e os bons exemplos, às vezes, são tão exagerados (talvez pela inexperiência dos actores) que parecem irreais!
Quando se fala em Morangos com Açúcar, associa-se à banda fenómeno DZR'T. Epá, não tenho nada contra os elementos - eles só estão a aproveitar a fama e a ganhar uns milhões - a música nem é nada de especial. Mas têm um factor a seu favor - o apoio e delírio adolescente.
Esta série é livros, é perfumes, é bandas, é acessórios... Uma rica fonte de lucro. Apareceu a imitar a novela brasileira New Wave e depois foi ganhando contornos específicos. Há sempre uma má da fita e uma super boa. Há sempre uma ovelha negra e um cordeirinho manso. Há sempre casais que se encontram, depois se afastam e mais tarde talvez voltem...
Fala-se por aí que esta nova geração é a geração net. Passam a vida ao computador. Eu cá prefiro chamar a geração tecnológica. Aos 6 anos já têm telemóvel, aos 7 uma PSP Portable, aos 9 anos um computador de última geração, aos 10 anos já vão a um concerto dos Dzr't e por aí fora. Isto é algo preocupante.
Será que estes putos ainda sabem jogar ao berlinde, ao piolho, à cabra cega, andar de bicicleta ou jogar jogos de tabuleiro?
Sabem ler? É que uma coisa é ler livros Morangos com Açúcar, outra coisa é ler um BOM livro.
Não sei se os pais terão mãos nestes filhos irrequietos e cheios de manias.
Acompanhamento e educação - suponho que sejam estes os dois factores para evitar que séries televisivas sejam tomadas como modelos a seguir, imperiosamente.